Os 11 dias que foram roubados do calendário de setembro de 1752
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Em setembro de 1752, onze dias sumiram do calendário na Inglaterra e suas colônias (Estados Unidos inclusive).
Tá lá na folhinha o dia 01, depois o dia 02, e aí pula direto para o dia 14.
Nesse intervalo, ninguém nasceu, ninguém morreu, ninguém casou, ninguém trabalhou.
Ninguém fez nada, porque esse período foi apagado da história. Puff, sumiu.
Quem deu um sumiço nesses 11 dias foi o George II, Rei da Inglaterra, que por ordem do Parlamento decretou que os dias simplesmente evaporassem, o que despertou a ira dos ingleses, que o acusavam de ter “roubado quase duas semanas” de suas vidas.
E se você acha que isso é mentira, pode dar uma pesquisada no Google que eu espero aqui.
O mistério por trás desse bizarro fato histórico é que descobriram que o calendário vigente na época (Juliano) era defeituoso e resolveram substituir pelo atual (Gregoriano), que é justamente 11 dias mais curto.
Então, para sincronizar direitinho com o Sol, a Lua e tudo mais, his majesty Djóóórge II mandou decapitar os dias que não serviam mais. O resto do mundo já funcionava com o novo, mas como o Gregoriano veio pelo Papa, os protestantes ingleses fizeram uma certa birra, o que atrasou a mudança.
Mas as consequências da mudança não páram por aí.
No calendário antigo, o primeiro mês do ano era abril, mas no calendário novo começava em janeiro. Aí já era demais, onde já se viu mexer na festa de ano novo? Os ingleses avisaram que não mudariam suas tradições, o que forçou o pobre George a expedir mais uma ordem, proclamando que qualquer cidadão que comemorasse o ano novo em abril seria qualificado em todo o reino como um “tolo mentiroso”.
E assim, George rouba mas faz, e inventa o dia da mentira, “April’s Fool”, primeiro de abril.
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